Racismo y sufrimiento ético-político: Sentidos producidos por profesionales de un centro de atención psicosocial infancia-adolescencia
Resumen
En este artículo, analizamos los efectos de la concepción de la raza y el racismo en el sufrimiento de los niños y adolescentes negros atendidos por los profesionales de un centro de atención psicosocial para la infancia y la adolescencia (CAPSia). Nos inspiramos, desde el punto de vista teórico y metodológico, en las prácticas discursivas y la producción de sentido en diálogo con el ámbito de las relaciones raciales. Realizamos 17 entrevistas con el equipo del servicio. Analizamos las prácticas discursivas, explicando tres fragmentos dialógicos sobre casos emblemáticos atendidos por las personas entrevistadas, cuyas experiencias de sufrimiento estaban relacionadas con la raza y el racismo. Organizamos el debate en torno a tres temas: a) el uso de un lenguaje racializado en la descripción del sufrimiento; b) la construcción de la identidad racial en el proceso de atención; c) la alfabetización racial en la escucha y la identificación del racismo. Concluimos que la escucha orientada por la dimensión racial depende del dominio de un repertorio racializado en la interpretación del sufrimiento, que dialogue de forma complementaria con el lenguaje psicopatológico vigente y supere la excesiva centralidad del enfoque en la dimensión interpersonal del racismo.
Palabras clave
Salud mental, Psicología social, Salud de las minortías étnicas, PsicopatologíaCitas
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