Contribuciones para una política de escritura en salud: el diario cartográfico como herramienta de investigación

Helvo Slomp Junior, Emerson Elias Merhy, Monica Moreira Rocha, Rossana Staevie Baduy, Clarissa Terenzi Seixas, Maira Sayuri Sakay Bortoletto, Kathleen Tereza da Cruz

Resumen

O presente ensaio é uma reflexão a partir de algumas experiências de pesquisa em saúde com abordagem cartográfica e registros em diário de campo. Mais do que um mero instrumento de registro, o diário cartográfico é um material empírico multimeios, multilínguas, multivozes e, especialmente, multitempos, narrativa coletiva das afetabilidades, ferramenta singular-coletiva produzida no encontro. Registrar uma pesquisa cartográfica é adentrar uma dimensão temporal, um agir intuitivo que atualiza o passado porque é escrita “de dentro” dos encontros, e inclui as vozes dos sujeitos. Na cartografia a presença do narrador no texto não é viés, mas condição, havendo diferentes modos de entrada, de coautoria narrativa ou vistas dos pontos de vista. Utiliza-se de qualquer variação de qualquer dos três modos discursivos principais para se citar o outro: o discurso direto, o indireto ou o indireto livre, mas especialmente este último, porque possibilita uma máxima interferência de discurso.

Palabras clave

Qualitative Research; Interdisciplinary Research; Community-Based Participatory Research; Cartography; Social research

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