Análisis del funcionamiento de una comunidad terapéutica para personas que consumen drogas
Resumen
La hospitalización prolongada de personas que consumen drogas en comunidades terapéuticas (CT) se ha convertido en una política pública. El objetivo de este estudio fue conocer y analizar el funcionamiento cotidiano de una CT, teniendo en cuenta las actividades desarrolladas, las relaciones establecidas y el proceso de intervención. Se realizaron cinco visitas a una CT, que se registraron en un cuaderno de campo. Se analizaron las anotaciones con el fin de comprender las características discursivas del funcionamiento de estas comunidades y su impacto en la subjetividad. Las actividades desarrolladas consistían en terapia ocupacional y actividades grupales, en las que se exploraba la creencia religiosa cristiana. Las relaciones eran jerárquicas, con el uso de estrategias de control, culpabilización y confrontación. Las actividades posicionaban a los usuarios como impulsivos, dependientes y desviados. No se tenía en cuenta la influencia, en las trayectorias de vida, del escaso acceso a los bienes de consumo y a la ciudadanía, tratándose la problemática de la droga únicamente como algo interno, lo que justificaba los intentos de reconstruir la identidad del usuario.
Palabras clave
Comunidades terapéuticas, Uso de drogas, InternamientoCitas
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