“Quem é da rua não é da calçada”: cenas da pixação em Porto Alegre

Autores/as

  • Rodrigo de Oliveira Machado Pontificia Universidad Católica de Río Grande del Sur
  • Adolfo Pizzinato Pontificia Universidad Católica de Río Grande del Sur

Resumen

O presente artigo assume uma perspectiva etnográfica para a compreensão das redes de relações estabelecidas entre os pichadores da cidade de Porto Alegre. Os resultados apresentados resgatam o acompanhamento do tema durante cinco anos, onde através de entrevistas, observações e do próprio caminhar pela cidade foi se configurando um quadro de compreensão maior acerca do fenômeno em questão. Partindo de uma concepção do ato de pichar como ato comunicacional se vislumbram a relação desses atores sociais com a cidade, transeuntes, as que estabelecem entre si e com os grafiteiros. O “lusco-fusco identitário” que permeia tais vivências na contemporaneidade indica para os atravessamentos do pertencer/não pertencer à sociedade em que vivem, a busca por reconhecimento endogrupo e exogrupo e as tensões geradas pela disputa dos espaços na cidade.

Palabras clave

Etnografia, Pichação, Psicologia social

Biografía del autor/a

Rodrigo de Oliveira Machado, Pontificia Universidad Católica de Río Grande del Sur

Possui graduação e mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2011). Atualmente realiza doutorado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia pela PUCRS, na área de concentração em Psicologia Social.

Adolfo Pizzinato, Pontificia Universidad Católica de Río Grande del Sur

Psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, 2000) e mestre em Psicologia Social e da Personalidade pela mesma universidade (2003). Doutor em Psicologia da Educação pela Universitat Autònoma de Barcelona. Atualmente é professor da Faculdade de Psicologia da PUCRS, onde coordena o Grupo de Pesquisa: Identidades, narrativas e comunidades de prática.

Publicado

03-11-2015

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.