Feminicides in Brazil: A Portrait of Gender Necropolitics
Abstract
This article presents the results of a study on femicides in Brazil, grounded in the perspective of gender necropolitics. Mixed-methods design: the research incorporated three ecological approaches to female deaths by assault, using mortality data from the Mortality Information System (DATASUS/Ministry of Health). The geographic units analyzed were (1) the 23 Brazilian states (2003–2007); (2) state capitals and municipalities with more than 400,000 inhabitants (2007–2013); and (3) the 122 municipalities located along the Brazilian border (2000–2015). The qualitative component consisted of an analysis of police investigation reports on the homicides of women, transgender women, and travestis in a Brazilian capital (2006-2010). The article presents data on femicides across distinct Brazilian contexts, targeting women and feminized bodies. These deaths constitute expressions of gender necropolitics and include femicides associated with contexts of heightened structural violence, femicides of sex workers, transfemicides, and the femigenocide of Indigenous women.
Keywords
Femicides, Feminicides, Gender violence, NecropoliticsReferences
Alvazzi del Frate, Anna. (2013). Small Arms Survey Podcast #4: Global burden of armed violence: When the victim is a woman [Podcast]. Small Arms Survey.
Anuário Brasileiro de Segurança Pública. (2023). Fórum Brasileiro de Segurança Pública. https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf
Baboolal, Aneesa. (2023). Gender-based violence in the English-speaking Caribbean: Chronicling Guyana's progress. Em: Dongling Zhang & Diana Peterson (Eds.), International Responses to Gendered-Based Domestic Violence (pp. 70–79). Routledge.
Barnart, Fabiano. (2014). Assassinatos pautados em gênero: um interstício sobre a violência letal contra travestis, transexuais e homossexuais no Rio Grande do Sul [Trabalho de conclusão Bacharelado Saúde Coletiva]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Barnart, Fabiano, & Meneghel, Stela Nazareth. (2017). Assassinatos pautados em gênero: violência letal contra travestis e transexuais no Rio Grande do Sul. Em: Frederico Viana Machado, Fabiano Barnart & Renan de Mattos (Orgs.), A diversidade e a livre expressão sexual entre as ruas, as redes e as políticas públicas (pp. 229–243). Ed. Rede Unida.
Bento, Berenice. (2014). Brasil: o país do transfeminicídio. CLAM.
Bohn, Simone. (2004). Evangélicos no Brasil: perfil socioeconômico, afinidades ideológicas e determinantes do comportamento eleitoral. Opiniao Publica, 10(2), 288–338. https://doi.org/10.1590/S0104-62762004000200006
Brunke, Laura Isabella, & Debiel, Tobias. (2022). The continuum of human insecurity for women: Femicide in war and peace. Peace Review, 34(2), 151–162. https://doi.org/10.1080/10402659.2022.2044728
Butler, Judith. (1993/2010). Cuerpos que importan: sobre los límites materiales y discursivos del “sexo”. Paidós.
Campbell, Rose; Sanders, Teela; Scoular, Jane; Pitcher, Jane, & Cunningham, Stewart. (2019). Risking safety and rights: online sex work, crimes and ‘blended safety repertories’. British Journal of Sociology, 70(4), 507–518. https://doi.org/10.1111/1468-4446.12493
Carcedo, Ana. (2010). No olvidamos ni aceptamos: Femicidio en Centroamérica 2000-2006. Associación Centro Feminista de Información y Acción (CEFEMINA).
Carvalho, Stéphanie Giulliana. (2017). Tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual na tríplice fronteira [Dissertação de mestrado]. Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Cerqueira, Daniel, & Alves, Samira. (2023). Atlas da violência. Retrato dos municípios brasileiros. IPEA.
Cerqueira, Daniel; Lima, Renato; Bueno, Samira; Alves, Paloma; Reis, Milena, & Cypriano, Otávio. (2019). Atlas da violência. Retrato dos municípios brasileiros. IPEA.
Conselho Indigenista Missionário. (2022). Relatório sobre Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Dados de 2021. CIMI.
Delphy, Christine. (2001/2009). Patriarcado. Em: Helena Hirata; Françoise Laborie, Hélène Doaré & Danièle Senotier (Orgs.), Dicionário crítico do feminismo (pp. 173–178). Editora Unesp.
Desmond Arias, Enrique, & Goldstein, Daniel. (2010). Violent democracies in Latin America. Duke University Press. https://doi.org/10.1215/9780822392033
Foucault, Michel. (1979/2010). Nascimento da biopolítica. Edições 70.
Goldmann, Catherine. (2011). Current assessment of the state of prostitution. Fondation Scelles.
Jesus, Jaqueline Gomes. (2014). Transfobia e crimes de ódio: Assassinatos de pessoas transgênero como genocídio. História Agora: Revista de História do tempo presente, 16, 101–123.
Lagarde, Marcela. (2004). Por la vida y la libertad de las mujeres, fin del feminicidio. El Día V, hasta que la violencia termine, jornada de protesta y denuncia. Cátedra de Derechos Humanos, UNAM. https://doi.org/10.17979/arief.2024.9.1.9995
Margarites, Ane F.; Meneghel, Stela Nazareth, & Ceccon, Roger Flores. (2017). Feminicídios na cidade de Porto Alegre. Quantas são? Quem são? Revista Brasileira de Epidemiologia, 20(2), 225–356. https://doi.org/10.1590/1980-5497201700020004
Martins, José Souza. (1997/2009). Fronteira: a degradação do outro nos confins do humano. Contexto. https://doi.org/10.5433/1980-511X.2020v15n2p219
Mbembe, Achille. (2016). Necropolítica. Revista Arte e Ensaios, 32, 123–151. https://doi.org/10.60001/ae.n32.p122%20-%20151
Meneghel, Stela Nazareth; Ceccon, Roger F.; Hesler, Lilian; Margarites, Ane F., & Rosa, Stephania. (2013). Feminicídios: narrativas de crimes de gênero. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 17(46), 523–533. https://doi.org/10.1590/S1414-32832013000300003
Meneghel, Stela Nazareth; Danilevicz, Ian M.; Polidoro, Maurício; Plentz, Luiza, & Meneghetti, Bruna. (2022). Feminicídios em municípios de fronteira no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 27(02), 493–502. https://doi.org/10.1590/1413-81232022272.37412020
Meneghel, Stela Nazareth, & Hirakata, Vania Naomi. (2011). Femicídios: homicídios de mulheres no Brasil. Revista de Saúde Pública, 45(3), 564–574. https://doi.org/10.1590/S0034-89102011000300015
Meneghel, Stela Nazareth, & Margarites, Ane F. (2017). Feminicídios em Porto Alegre, RS. Iniquidades de gênero ao morrer. Cadernos de Saúde Pública, 33(12), e00168516. https://doi.org/10.1590/0102-311X00168516
Meneghel, Stela Nazareth; Margarites, Ane F., & Ceccon, Roger F. (2022). Feminicídios de prostitutas no município de Porto Alegre. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 26, e210591. https://doi.org/10.1590/interface.210591
Meneghel, Stela Nazareth; Rosa, Bruna Alexandra; Ceccon, Roger Flores; Hirakata, Vania N., & Danilevicz, Ian Meneghel. (2017). Feminicídios: estudo em capitais e municípios brasileiros de grande porte populacional. Ciência & Saúde Coletiva, 22(9), 2963–2970. https://doi.org/10.1590/1413-81232017229.22732015
Minayo, Maria Cecília Souza. (1994). Inequality, violence, and ecology in Brazil. Cadernos de Saúde Pública, 10(2), 241–250. https://doi.org/10.1590/S0102-311X1994000200011
Nelder, John Asworth, & Wedderburn, Robert William. (1972). Generalized Linear Models. Journal of the Royal Statistical Society (Series A), 135(3), 370–384.
Nielsson, Joice G. (2020). A necropolítica de gênero, o feminicídio e a morte sistemática de mulheres na América Latina: uma análise a partir do Sistema Interamaericano de Direitos Humanos. Revista Culturas Jurídicas, 17(8), 144–169. https://doi.org/10.22409/rcj.v7i18
Pasinato, Wânia. (2011). Femicídio. Mortes de mulheres no Brasil. Cadernos Pagu, 37, 219–246. https://doi.org/10.1590/S0104-83332011000200008
Pateman, Carole. (1988/1993). O contrato sexual. Paz e Terra.
Polidoro, Mauricio, & Canavese, Daniel. (2023). Mapa da Violência contra os Povos Indígenas no Brasil (2016 – 2022). Espaço Ameríndio, 17(3), 19–33.
Polidoro, Maurício; Mendonça, Francisco; Meneghel, Stela N.; Goncalves, Marcelo; Alves-Britto, Alan; Bairros, Fernanda, & Canavese, Daniel. (2021). Territories under siege: risks of the decimation of Indigenous and Quilombolas peoples in the context of COVID-19 in South Brazil. Journal of Racial and Ethnic Health Disparities, 8, 1119-1129.
Povos indígenas do Brasil. (2022, 10 de abril). Novo terror Ianomâmi. Garimpeiros aliciam mulheres e adolescentes indígenas trocando comida por sexo. O Globo. https://oglobo.globo.com/brasil/terror-ianomami-garimpeiros-aliciam-mulheres-adolescentes-indigenas-trocando-comida-por-sexo-1-25469615
Prado, Débora, & Sanematsu, Marisa (Orgs.). (2017). Feminicídio: a invisibilidade mata. Fundação Rosa Luxemburgo; Instituto Patrícia Galvão.
Radford, Jill, & Russel, Diana. (1992). Femicide: the politics of women killing. Twayne Publishers.
Rojas, Zicri Orellana. (2009). La iglesia pentecostal: Comunidade e Mujeres. Revista Cultura y Religión, 3(2), 51–66. https://doi.org/10.61303/07184727.v3i2.153
Sagot, Montserrat. (2024). Necropolítica de género. Desigualdades y femicidios en Centroamérica. Em: Montserrat Sagot, Cuerpos de la injusticia: una crítica feminista desde el centro de América (1a ed., pp. 47–72). CLACSO.
Salfati, Gabriele; James, Alison, & Ferguson, Lynn. (2008). Prostitute homicides: a descriptive study. Journal of Interpersonal Violence, 23(4), 505–543. https://doi.org/10.1177/0886260507312946
Salla, Fernando Afonso; Alvarez, Marcos Celso, & Oi, Amanda Hildebrand. (2011). Homicídios na faixa de fronteira do Brasil, 2000-2007 (Relatório de Pesquisa do Projeto Violência e Fronteiras - FAPESP/CNPq). Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV/USP).
Segato, Rita Laura. (2013, julho-dezembro). Femigenocidio y feminicidio: una propuesta de tipificación. Labrys, études féministes. https://www.labrys.net.br/labrys24/feminicide/rita.htm
Segato, Rita Laura. (2016). La guerra contra las mujeres. Traficantes de Sueños.
Silva, Mario Angelo (Org.). (2013). Vicissitudes da Saúde no contexto da migração, do tráfico, da exploração sexual e do trabalho degradante. Em: Ministério da Saúde Brasil (Org.), Saúde, migração, tráfico e violência contra mulheres: o que o SUS precisa saber (pp. 27–59). Ministério da Saúde.
Souza, Fabio Feltrin, & Gruba, Leilane Serratini. (2023). A biopolítica e as mortes de mulheres trans no Brasil. Periodicos, 19(1), 267–283. https://doi.org/10.9771/PERI.V1I19.50301
Souza, Ingrid; Nunes, Larissa, & Barros, João Paulo. (2020). Interseccionalidade, femi-geno-cídio e necropolítica: morte de mulheres nas dinâmicas de violência no Ceará. Psicologia Politica, 20(48), 370–384.
Trans Europe and Central Asia. (2025, 12 de novembro). Trans Murder Monitoring 2025 reveals new trend in anti-trans violence: Systematic targeting of activists and movement leaders. https://tgeu.org/trans-murder-monitoring-2025-reveals-new-trend-in-anti-trans-violence-systematic-targeting-of-activists-and-movement-leaders/
United Nations. (2023). Gender Equality Observatory for Latin America and the Caribbean (ECLAC). https://oig.cepal.org/en/indicators/femicide-or-feminicide
United Nations Women. (2013). Breaking the Silence on Violence against Indigenous Girls, Adolescents and Young Women. UN Women.
United Nations Office on Drugs and Crime. (2018). Global Study on Homicide: Gender-Related Killing of Women and Girls. UNODC.
United Nations Office on Drugs and Crime, & UN Women. (2024). Femicides in 2023: Global Estimates of Intimate Partner/Family Member Femicides. United Nations.
Waiselfisz, Julio Jacobo. (2012). Mapa da Violência 2012: Homicídios de mulheres no Brasil. FLACSO Brasil.
Webb, David, & De La Vega, Lia Rodriguez. (2012). Security and well-being in the Triple Frontier Area of Latin America: community awareness of child trafficking, the smuggling of persons and sex tourism. Em: David Webb & Eduard Wills-Herrera (Orgs.), Subjective well-being and security. Social indicators research series (pp. 291–323). Springer. https://doi.org/10.1007/978-94-007-2278-1_11
Wenczenovicz, Thaís Janaina, & Siqueira, Rodrigo Espiuca. (2017). Colonialidade, mulher indígena e violência: reflexões contemporâneas. Revista de Movimentos Sociais e Conflitos, 3(1), 1–19. https://www.indexlaw.org/index.php/revistamovimentosociais/article/view/1809
World Health Organization. (2025). WHO 2000-2025. Standard. https://seer.cancer.gov/stdpopulations/world.who.html#:~:text=The%20World%20Health%20Organization's%20 (WHO,2.210)
Zara, Georgia; Theobald, Delphine; Veggi, Sara; Freilone, Franco; Biondi, Eleonora; Mattutino, Grazia, & Gino, Sarah. (2022). Violence against prostitutes and non-prostitutes: an analysis of frequency, variety and severity. Journal of Interpersonal Violence, 37(15–16). https://doi.org/10.1177/08862605211005145
Published
How to Cite
Downloads
Funding data
-
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Grant numbers 472238/2007-8 -
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Grant numbers 401870/2010-3 -
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Grant numbers 442883-2016-1
Copyright (c) 2026 Stela Meneghel, Fabiano Barnart, Maurício Polidoro

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.