A experiência de adolescentes meninas em internação psiquiátrica: Debates sobre exclusão e liberdade
Resum
No artigo percorremos o território do hospital psiquiátrico e buscamos compreender seus impactos em processos de subjetivação de adolescentes manicomializadas. Utilizando a cartografia como método, sondamos as experiências de adolescentes que vivenciaram internações psiquiátricas, destacando os diálogos com três adolescentes. O artigo enfatiza a violência institucional e os impactos da medicalização sobre corpos dissidentes, propondo uma reflexão crítica sobre a psiquiatrização e a necessidade de reconhecer as particularidades de gênero, raça e classe nas vivências dessas jovens.
Paraules clau
Reforma psiquiátrica, Estudos de gênero, Adolescente, CartografiaReferències
Amarante, Paulo. (2007). Saúde mental e reforma psiquiátrica. Ed. Fiocruz.
Azevedo, Adriana Barin de. (2020). Narrativas: Coreografias da percepção no processo formativo. Em Patricia. M. Goulart & Luciane. M. Pezzato (Orgs.), Narrativas de si: Práticas em educação e saúde (pp. 33–52). Rede Unida.
Basaglia, Franco. (1985). As Instituições da Violência. Em Franco Basaglia (Coord.). A instituição negada: relato de um hospital psiquiátrico (pp. 99–134). Graal.
Braga, Cláudia Pellegrini, & D’Oliveira, Ana Flávia Pires Lucas. (2022). Motivos e mecanismos de internação de crianças e adolescentes em hospital psiquiátrico: O circuito do controle. Cadernos de Saúde Pública, 38(5), 1–12. https://doi.org/10.1590/0102-311xpt170821 DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311xpt170821
Conrad, Peter, & Barker, Kristin. (2013). Construção social da doença: Insights-chave e implicações para políticas de saúde (Tatiana de Andrade Barbarini, Trad.). Ideias, 2(2), 183–219. https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ideias/article/view/8649322
Conselho Federal de Psicologia, Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, & Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. (2018). Relatório da Inspeção Nacional em Comunidades Terapêuticas - 2017.
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. (2024). Resolução nº 249, de 10 de julho de 2024.
Deleuze, Gilles. (1990/1992). Conversações, 1972–1990 (Peter Pál Pelbart, Trad.). Ed. 34.
Estado aumenta em 40% o valor das diárias para leitos de psiquiatria. (2022, 21 fev.). Agência Estadual de Notícias. https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Estado-aumenta-em-40-o-valor-das-diarias-para-leitos-de-psiquiatria
Foucault, Michel. (1975/2001). Vigiar e punir: Nascimento da prisão (Raquel Ramalhete, Trad.). Vozes.
Foucault, Michel. (1982/1995). O sujeito e o poder. Em Hubert L. Dreyfus & Paul Rabinow (Eds.), Michel Foucault: Uma trajetória filosófica (pp. 231–249, Vera Porto Carrero, Trad.). Forense Universitária.
Foucault, Michel. (2003/2006). O poder psiquiátrico: Curso dado Collège de France (1973–1974) (Eduardo Brandão, Trad.). Martins Fontes.
Foucault, Michel. (2009/2011). A coragem da verdade: O governo de si e dos outros II (Eduardo Brandão, Trad.). Martins Fontes.
Goffman, Erving. (1961). Manicômios, prisões e conventos. Ed. Perspectiva.
Goulart, Patrícia Martins; Pezzato, Luciane Maria, & Junqueira, Virgínia. (2018). Experiências narrativas: Um relato de formação em saúde. Linhas Crí-ticas, 24, 237–254. https://doi.org/10.26512/lc.v24i0.18978 DOI: https://doi.org/10.26512/lc.v24i0.18978
Lacerda, Nara. (2023, 18 maio). Internação de crianças e adolescentes persiste no Brasil após 36 anos de Reforma Psiquiátrica. Brasil de Fato. https://www.brasildefato.com.br/2023/05/18/internacao-de-criancas-e-adolescentes-persiste-no-brasil-apos-36-anos-de-reforma-psiquiatrica
Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001. (2001). Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
Lupton, Deborah. (1997). Foucault and the medicalisation critique. Em Alan Petersen & Robin Bunton (Orgs.), Foucault, health and medicine (pp. 94–110). Routledge.
Ministério da Saúde. (2024). Saúde Mental em Dados.
Nota Técnica n. 11/2019-CGMAD/DAPES/SAS/MS. (2019). Esclarecimentos sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas. Ministério da Saúde.
Passos, Eduardo; Kastrup, Virgínia, & Escossia, Liliana da (Orgs.). (2009). Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Sulina.
Pereira, Melissa O., & Passos, Raquel Gouveia (Orgs.). (2017). Luta Antimanicomial e feminismos: Discussões de gênero, raça e classe para a reforma psiquiátrica brasileira. Autografia.
Portaria de Consolidação nº 6, de 28 de setembro de 2017 (2017). Consolidação das normas sobre o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. Ministério da Saúde.
Ratton, Helvécio. (1979). Em nome da razão. Grupo Novo Cinema e Associação Mineira de Saúde Mental. Barbacena.
Rolnik, Suely. (2018). Esferas da insurreição: Notas para uma vida não cafetinada. n-1 edições.
Tedesco, Silvia Helena; Sade, Christian, & Caliman, Luciana Vieira. (2013). A entrevista na pesquisa cartográfica: A experiência do dizer. Fractal: Revista de Psicologia, 25(2), 299–322. https://doi.org/10.1590/S1984-02922013000200006 DOI: https://doi.org/10.1590/S1984-02922013000200006
Vieira, Elisabeth Meloni. (2002). A medicalização do corpo feminino. Fiocruz.
Zanello, Valeska. (2018). Saúde mental, gênero e dispositivos: Cultura e processos de subjetivação. Appris.
Publicades
Com citar
Descàrregues
Funding data
-
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Grant numbers 008/20-PPI
Drets d'autor (c) 2026 Mariana Frediani Sant'Ana, Daniele de Andrade Ferrazza, Adriana Barin de Azevedo

Aquesta obra està sota una llicència internacional Creative Commons Reconeixement 4.0.