Diez libros que un sanitarista no puede dejar de leer

Autores/as

Resumen

Este texto foi apresentado em um encontro promovido pela Editora Fiocruz, que teve lugar no 6º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Saúde, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva em 2013. A ideia do ensaio foi apresentar e discutir textos técnicos e literários, que trouxessem aspectos relevantes para a saúde pública e coletiva. Elaborou-se então uma lista de livros que deveriam ser lidos pelos sanitaristas, incluindo alguns clássicos, referências históricas, outros com caráter regional ou de época. Alguns aspectos autobiográficos procuraram mostrar a relação da autora com a literatura. Foram elencados temas referentes à medicina social, biopoder, medicalização, fome, gentrificação, pedagogias libertárias, determinantes sociais, de gênero e raça. Espera-se que o texto aproxime os sanitaristas e trabalhadores de saúde aos textos literários, já que a literatura pode ampliar a compreensão daquilo que diz respeito ao adoecimento e ao sofrimento humanos.

Palabras clave

Saúde Coletiva, Saúde Pública, Literatura

Citas

Aleteia. Histórias inspiradoras (2018) Catador monta biblioteca comunitária para crianças com livros achados no lixo. Disponível em: https://pt.aleteia.org/2018/06/19/catador-monta-biblioteca-comunitaria-para-criancas-com-livros-achados-no-lixo/

Amado, Jorge (1972/1984). Teresa Batista cansada de guerra. Rio de Janeiro: Global.

Arouca, Sergio (1975). O dilema preventivista. Contribuição para a compreensão e crítica da medicina preventiva. Tese de Doutorado inédita. UNICAMP.

Augé, Marc (1992/2012). Não lugares. Introdução a uma antropologia da supermodernidade (9ª. ed.). Campinas: Papirus.

Ayres, João Ricardo de Mesquita (2007/2009). Da necessidade de uma prática reflexiva sobre o cuidado: a hermenêutica como acesso ao sentido das práticas de saúde. In: Roseni Pinheiro & Ruben Mattos (Orgs.), Razões públicas para a integralidade em saúde: o cuidado como valor (2ª ed. pp. 127-144). Rio de Janeiro: IMS/UERJ/ABRASCO.

Becker, Howard (1998/2009). Trucos del oficio: como conducir su investigación en ciencias sociales. Buenos Aires: Siglo Veinteuno editores.

Benjamin, Walter (1994). O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense.

Borges, Jorge Luis (1952/1972). Obras completas. Buenos Aires: Ed. EMECÉ.

Bradbury, Ray (1967/2009). Fahrenheit 451. São Paulo: Editora Globo.

Cairus, Henrique F. & Ribeiro Junior, Wilson A. (2005). Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ.

Carvalho, Ana Cecília (2003). A poética do suicídio em Sylvia Plath. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Calasans Neto, José Júlio. (1972). Teresa Batista cansada de guerra [Xilogravura]. Disponível em: http://luzdefifo.blogspot.com/2012/04/jorge-amado-e-valorizacao-da-cultura.html

Castro, Josué (1951). Geopolítica da Fome. Rio de Janeiro: Casa do estudante do Brasil.

Césaire, Aimé (1978). Discurso sobre o colonialismo. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora.

Davis, Mike (2006). Planeta favela. São Paulo. Boitempo.

Eco, Umberto (1977/2007). Como se faz uma tese em ciências humanas (13ª ed.). Lisboa: Editorial Presença.

Engels, Friedrich (1845/2008). A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo.

Fanon, Frantz (1952/2008). Pele negra máscaras brancas. Salvador: Ed. UFBA.

Foucault, Michel (1979/2001). Microfísica do Poder (16ª ed.). Rio de Janeiro: Graal.

Foucault, Michel (1981/1999). As palavras e as coisas – uma arqueologia das ciências humanas (8ª ed.). São Paulo: Martins Fontes.

Freire, Paulo (1974/1983). Pedagogia do oprimido (13ª ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Gagnebin, Jeanne Marie (2004). Memória e (res)sentimento. Indagações sobre uma questão sensível. Campinas; Editora UNICAMP.

Geertz, Clifford (1988). Works and lives, the anthropologist as author. Stanford, Califórnia: Stanford University Press.

Hugo, Victor (1862/1962). Os miseráveis. Lisboa: Editorial Minerva.

Illich, Ivan (1975). A expropriação da saúde. Nêmesis da medicina. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.

Machado, Leila Domingues (2004). O desafio ético da escrita. Psicologia e Sociedade, 16(1),146-150. https://doi.org/10.1590/S0102-71822004000100012

Meneghel, Stela N. (2015). Epidemiologia: exercícios (in)disciplinados. Tomo Editorial: Porto Alegre.

Nietzsche, Friedrich (1913/1994) Assim falou Zaratustra. Um livro para todos e para ninguém (7ª. ed.). Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil.

Pateman, Carole (1993). O contrato sexual. São Paulo: Paz e Terra.

Rosen, George (1980). Da polícia médica à medicina social. Ensaios sobre a história da assistência médica. Rio de Janeiro: Graal.

Steadman, Ralph. (2003) Fahrenheit 451 [Ilustração] disponível em: https://www.brainpickings.org/2015/05/15/ralph-steadman-fahrenheit-451

Yeats, William Butler (1889/1997). The poems. New York: Scribner.

Whitman, Walt (1855/2014). Folhas de relva. São Paulo: Editora Iluminuras.

Woolf, Virginia (1985). Um teto todo seu. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Biografía del autor/a

Stela Nazareth Meneghel, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Médica sanitarista, mestre e doutora em Medicina, pós-doutora Psicologia Social. Professora associada UFRGS, PPG Saúde Coletiva.

Publicado

30-04-2020

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.