Narrativas das infâmias: um pouco de possível para a subjetivação contemporânea

Autores/as

Resumen

O que pode a psicologia social ao somar em seu corpo metodológico e conceitual algumas estratégias vindas das artes poéticas? O que pode a psicologia social se somamos narrativas ficcionais aos nossos trabalhos e pesquisas com as vidas infames que foram trancadas e esquecidas nos antigos hospícios e hospitais psiquiátricos? Este artigo apresenta três perspectivas sobre os potenciais advindos da hibridização entre a psicologia social e as narrativas ficcionais: a escrita ficcional para além do dizível, para além do juízo e para além dos silêncios produzidos nos espaços de fechamento disciplinar. Propomos aqui um ensaio conceitual que explore as potencias expressivas da ficção para fazer emergir novas visibilidades possíveis sobre estas esquecidas vidas infames. Com estas ferramentas conceituais ao redor do trabalho biografemático e da potência da escrita ficcional, podemos ultrapassar o silêncio produzido pelos muros do antigo Hospital Psiquiátrico São Pedro com nossas pesquisas.

Palabras clave

Narrativas, Ficção, Biografema, Infâmia, Testemunho

Biografía del autor/a

Tania Mara Galli Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1970), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978). Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(1996) e Pós-doutorado pela Universidade de Lisboa (2004). Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, docente e pesquisadora dos Programas de Pós-Graduação em Piscologia Social e Institucional e de Informática na Educação, dirige a Coleção Cartografias editada pelas editoras UFRGS e Sulina. Foi presidente da Sociedade de Psicologia do RGS e possui larga experiência em Psicologia, com ênfase em Estudos da Subjetividade e do Trabalho. Atua a partir dos referenciais da filosofia da diferença nos temas tempo e subjetividade, corpo-arte-clínica, trabalho e tecnologias com ênfase nos processos de resistência e criação.

Luis Artur Costa, Universidade Federal de Pelotas

Psicólogo, Mestre em Psicologia Social UFRGS, Doutor PPGIE/UFRGS. Docente Adjunto do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Pelotas. Pesquisador do Grupo Corpo, Arte e Clínica.

Carlos Antônio Cardoso Filho, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007) e mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011). Atualmente é doutorando em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de desenvolvimento de software, com ênfase em sistemas para web. Pesquisa as relações entre filosofia da diferença e nova tecnologias, em especial o computador.

Leonardo Martins Costa Garavelo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul/ UniRitter

Psicólogo, possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, especialização em Análise Institucional pela Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, mestrado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e é doutorando em Psicologia Social e Institucional pelo PPPSI/UFRGS. Integra o Grupo de Pesquisa: Corpo, Arte e Clínica nos modos de trabalhar e modos de subjetivar , sob a orientação da Profa. Dra. Tania Mara Galli Fonseca. É professor do Centro Universitário Ritter dos Reis (UNIRITTER), atuando nos cursos de Graduação e de Pós-graduação, além de exercer a coordenação dos Cursos de Especialização em Psicanálise e Educação e em Saúde Coletiva e de Extensão na área da Saúde.

Publicado

31-03-2015

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