Ética e diferença no processo de pesquisa com grupos de conversações públicas

Laura Vilela Souza, Murilo Moscheta

Resumen

Objetivamos analisar a realização de 10 encontros de facilitação de diálogos sobre direitos de pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em dois estados brasileiros - Paraná e Minas Gerais -, seguindo a estrutura de conversa do Projeto de Conversações Públicas (PCP). 50 pessoas participaram dos encontros, sendo LGBT, familiares de LGBT, pastores, padres, militantes LGBT, coordenadores de grupos religiosos, profissionais da saúde, educadores, policiais e políticos. A perspectiva construcionista social sustentou a análise da transcrição das áudio-gravações dos encontros, das conversas pós-grupo e dos formulários de feedback dos participantes. A discussão destacou: 1) as implicações da valorização da diferença como compromisso ético e epistemológico do PCP, 2) a necessidade da reflexão por parte dos facilitadores com relação a com quais diferenças eles podem/devem se comprometer, e 3) o questionamento de quais efeitos pretendidos e alcançados enquadram e dão direção ao compromisso dos facilitadores com a diferença no grupo.

Palabras clave

Facilitação de diálogos; Projeto de Conversações Públicas; Construcionismo social; Ética

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